sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vênus negra, o racismo de ontem e de hoje
O francês Abdellatif Kechiche narra história verídica e terrível que se passa no século 19, mas se mantém atual
Com Vênus Negra, o francês (nascido na Tunísia) Abdellatif Kechiche conta uma história pavorosa. Na Europa do século 19, a africana Saartjie (Yahima Torres) era exibida como curiosidade de feira, a Vênus Hotentote, mulher gorila, uma fera em forma feminina. Passou por Londres e fez sucesso nos salões parisienses, saindo de uma jaula, com uma corrente presa ao pescoço, dançando e, no fim, sendo tocada pelos incrédulos espectadores. Seu empresário recebeu uma nota alta do Museu do Homem para que ela se submetesse a um exame físico. Só que ela se recusou a mostrar uma parte íntima. Quando morreu em Paris, depois de decair e se tornar prostituta, Saartjie foi parar no mesmo museu. Os cientistas dissecaram o corpo, devassaram seus mistérios, construíram uma estátua de gesso e conservaram esqueleto e órgãos. Em 2002, o governo da África do Sul recupera os restos mortais de Saartjie, que hoje lá estão enterrados. A história pode ser horripilante, mas é significativa."E, infelizmente, muito atual", confessa Kechiche. Ele acha que esse caso exemplar de racismo, endossado na Europa do século 19 tanto pela ciência como pelo senso comum, ainda persiste no presente. Ele se refere à depuração empreendida na França de Nicolas Sarkozy, que pretende expulsar ciganos do seu território. A intolerância racial pode ser a referência mais forte de Vênus Negra. Mas o par espetáculo-voyeurismo joga papel fundamental na construção do filme. Kechiche trabalha com cenas longas da exibição do corpo de Sarah (assim passou a ser chamada depois de ser batizada) a espectadores ávidos. "O filme é um olhar sobre o olhar do outro sobre esse corpo", diz.
Corpo devastado pela tristeza e pelo modo de vida. A interpretação da cubana Yahima Torres, em seu primeiro papel no cinema, é magnífica. Há quem já fale em prêmio de melhor atriz. Mas houve, também, quem condenasse o diretor pela exibição do corpo de Sarah, em longas sequências em tempo real, como se ele, de alguma forma participasse daquilo que intenta denunciar. Kechiche se defende: "Eu precisava mostrar o esgotamento desse corpo até a sua mutilação final."
De qualquer maneira, a sua forma de trabalhar não é novidade para quem conhece seu filme anterior, O Segredo do Grão, lançado no Brasil - longos planos em tempo real, um trabalho na extensão e na repetição. Pode encantar ou exasperar o espectador, dependendo do ponto de vista.
O outro filme da competição foi Attenberg, da diretora grega Athina Tsangari. Marina é uma jovem de 23 anos, ainda virgem, que vive com o pai, doente terminal de câncer em uma cidade à beira-mar. Marina acha a espécie humana estranha, vê programas sobre vida animal e se relaciona apenas com sua amiga Bella. Não é um grande filme. Mas a leveza de tratamento (e estilo) com que enfrenta temas como sexualidade, morte e desencanto, acabaram por agradar ao público. E também à crítica.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Entrevista com Mumia Abu-Jamal: “Sou um jornalista fora da lei”
[O jornalista Mumia Abu-Jamal continua preso no corredor da morte há quase 30 anos. Em 29 de agosto de 2010, a representante dos Repórteres sem Fronteiras em Washington DC, Clothilde Le Coz, o entrevistou no locutório número 17 da prisão da Pensilvânia, em Waynesburg, Condado de Greene.]
Pergunta > Como jornalista preso, de que tratam suas últimas observações e investigações?
Mumia Abu-Jamal < A população prisional estadunidense é a mais importante no mundo. Este ano, pela primeira vez em 38 anos, se reduziu. Algumas prisões como na Califórnia ou Michigan aceitam menos presos dado que estão super povoadas. Os financiamentos dos Estados são limitados e se libera alguns presos em função da situação econômica. Nos Estados Unidos, as prisões são grandes e o número de presos é imenso.
É impressionante ver quanto dinheiro o governo estadunidense gasta com tudo isto e até que ponto somos invisíveis. Ninguém o sabe. A maioria da população não se interessa pelo tema. Quando ocorre qualquer drama na prisão, alguns jornalistas dizem e acreditam que sabem de quem estão falando. Mas não é fiel a realidade: é puro sensacionalismo. Podem ser encontrados bons artigos, mas não refletem o que ocorre realmente. O que escrevo é o que tenho visto com meus próprios olhos e o que tem me sido dito. É verídico.
Meus artigos falam da realidade. Fundamentalmente, tratam todos do corredor da morte e da prisão. Eu gostaria que não fosse assim. Faz um ano e meio que estão ocorrendo uma série de suicídios entre os condenados a morte. Dei a informação com exclusividade sobre um suicídio porque ocorreu em meu bloco. Mas segue sendo invisível. Necessito escrever. Há milhões de histórias para contar e personagens excepcionais aqui. Entre as que decidi contar, elejo as mais importantes, comovedoras, frágeis… Decido escrevê-las, mas deve-se ter certa responsabilidade quando se conta este tipo de histórias. Espero que possam mudar o curso das coisas para as pessoas das quais eu falo.
Pergunta > Acredita que o fato de ser jornalista tem influenciado o curso de seu caso?
Mumia < Ser “A Voz dos sem voz” influiu de forma considerável. Na realidade, esta expressão foi tirada de um artigo do Philadelphia Inquirer publicado depois de minha detenção em 1981. Quando era adolescente, era um jornalista radical que trabalhava para a edição nacional do jornal dos Black Panthers. O FBI vigiava minhas publicações desde que tinha 14 anos. Ser jornalista foi meu primeiro trabalho. Sou muito mais famoso que outros detidos nos Estados Unidos pelo que escrevo. Se a situação fosse distinta, o tribunal federal de apelações quem sabe não haveria criado uma lei especial que influísse diretamente sobre minha condenação.
A maioria dos homens e das mulheres que se encontram no corredor da morte não são famosos. O fato de que siga escrevendo deve de ser algo que os juízes levaram em consideração e pelo qual mudaram a lei para que não me pudessem julgar novamente. Creio que pensavam: “Tu és um falador, não terás outro julgamento”. Se espera algo mais de um tribunal federal. E agora, por culpa de meu caso, outros doze podem ser prejudicados.
Pergunta > O que pensas da cobertura midiática de seu caso?
Mumia < Um dia li que já não estava no corredor da morte. Enquanto o lia, estava sentado aqui. Não saí nunca deste corredor, nem um segundo. Como sou do mesmo âmbito, muitos jornalistas não queriam cobrir meu caso por medo de que os criticassem. Tinham que se enfrentar das críticas segundo as que haviam sido parciais e às vezes seus redatores chefes os proibiam de cobrir o caso. Desde o princípio do mesmo, aos mais suscetíveis de cobri-lo, foi se proibido de fazê-lo. A maioria dos jornalistas com os que trabalhei já não exercem a profissão. Estes estão aposentados e ninguém os dá a mínima importância. Mas a imprensa teria que ter certa influência neste assunto. Milhões de pessoas viram o que ocorreu na prisão de Abu Ghraib. Seu diretor, que sorria nas fotos que foram publicadas, trabalhava aqui antes de ir para lá.
No corredor da morte, existem indivíduos sem nenhuma qualificação que podem decidir sobre a vida ou a morte de um detido. Por não sei que motivo, tem o poder de decidir a seu bel prazer se alguém come ou não. E ninguém questiona este poder. Há regras informais. Esses indivíduos podem converter a vida de alguém em um inferno com um simples gesto. Quando escolho as histórias que vou contar, não me falta inspiração nunca. Para um escritor, este é um ambiente rico. Não importa o que dizem meus detratores, sou jornalista. Este país seria muito pior sem jornalistas. Mas para muitos deles, sou um jornalista fora da lei. Antes da prisão, quando trabalhava para várias emissoras de rádio, conheci gente que vinha de todas as partes e apesar dos conflitos com alguns redatores chefes, exercia a profissão mais bonita.
Pergunta > O apoio que lhe tem sido dado na Europa é diferente do que tem nos Estados Unidos. Como explicas e acreditas que a mobilização internacional possa seguir te ajudando?
Mumia < Sim, segue sendo útil. No que diz respeito à pena de morte, a mobilização européia pode ter um impacto nos Estados Unidos. Os países estrangeiros, Europa em particular, estão marcados por uma história peculiar quanto a repressão. Sabem mais profundamente eles o que é a prisão. Sabem o que são a prisão, o corredor da morte e os campos de concentração. Nos Estados Unidos, pouca gente viveu esta experiência. Explica como as diferentes culturas aprendem o mundo. Na Europa, a idéia da pena de morte é um anátema.
O 11 de setembro de 2001 mudou muitas coisas nos Estados Unidos. Os opositores ao poder, os que discutiam sua legitimidade já não tem mais importância. Também mudou a imprensa. O que era aceitável chegou a ser inadmissível. Creio que o 11 de setembro modificou as formas de pensar na opinião pública e também os limites de tolerância dos meios de comunicação. Por exemplo, quando estavam ocorrendo os fatos do 11 de setembro em Manhattan e em Washington DC, a prisão fechou durante o dia inteiro aqui, na Pensilvânia. E estávamos totalmente isolados.
Pergunta > Para obter apoio, seria útil ter uma foto sua, atualmente, neste corredor da morte. O que você acha?
Mumia < Ter uma imagem pública só ajuda em parte. A essência de uma imagem é a propaganda. Assim que as fotos não são tão importantes. O que conta é a personalidade. E faço tudo o que posso. Em 1986, as autoridades penitenciarias confiscaram os gravadores dos jornalistas e só podiam ter um papel e uma caneta na mão. Agora que um artigo é o único vetor para lhe dar algum sentido à situação, o seu autor pode convertê-lo em um monstro ou em um modelo.
Pergunta > Se a Corte Suprema aceitar em lhe conceder um novo julgamento, só se revisaria sua pena e não sua condenação. Como imagina o fato de seguir em prisão perpétua se não lhe executarem?
Mumia < Na Pensilvânia, a prisão perpétua é uma execução em fogo lento. Segundo a lei do Estado, existem três graus de assassinatos. O primeiro se castiga com prisão perpétua ou pena de morte. O segundo e o terceiro grau com prisão perpétua. Não se sai daqui. E nesta prisão, temos a taxa de condenação juvenil à prisão perpétua mais elevada dos Estados Unidos. Mas eu gostaria de acrescentar que na Filadélfia, ocorreram dois casos na mesma época que o meu nos quais as pessoas foram julgadas pelo assassinato de um policial. A do primeiro caso foi absolvida. A segunda, ainda que tenha sido gravada com uma câmara de vigilância, não foi condenada a morte.
Pergunta > E como consegue “fugir” deste lugar?
Mumia < Eu escrevi sobre História, uma das minhas paixões. Eu gostaria muito de escrever a respeito de outras coisas. Meus últimos trabalhos tratam da guerra, mas também escrevo sobre cultura e música. Tenho um tempo interior que tento manter através da poesia e da percussão. Poucas coisas podem ser comparadas com o prazer que sinto aprendendo música. É como aprender um novo idioma. E constantemente eu me desafio a escrever em outro idioma! Uma professora de música vem aqui a cada semana e me ensina. Um mundo novo se oferece a mim e agora o conheço um pouco mais. A música é uma das coisas mais bonitas que o ser humano já criou. O melhor de nossas vidas.
• Para apoiar Mumia Abu-Jamal entrar em contato com Law Offices of Robert R. Bryan 2088 Union Street, Suite 4, San Francisco, CA 94123-4117 http://www.MumiaLegalDefense.org ou http://es.rsf.org/petition-mumia-abu-jamal,37071.htmlquarta-feira, 1 de setembro de 2010
Presos políticos mapuche em greve de fome: Carta para todos
Estamos presos porque temos razão, sempre a temos tido, e da mesma maneira que temos direito à vida, também temos direito à morte. O direito supremo a decidir conscientemente o que fazer com os nossos corpos neste conflito interminável.
A nossa proposta para vocês...
Peñi, Lamguien; Amigos; Amigas; setores sociais verdadeiramente progressistas; irmãos libertários, trabalhadores e estudantes; Povo anti-sistema e contestatário; homens sinceros e belas mulheres conscientes:
Juntar-se à nossa luta num bloco amplo de participação; procurar nessa luta o fortalecimento de propostas próprias que os identifiquem, utilizar este tempo de protesto para encontrar os amigos de que nos priva o consumismo e o individualismo egoísta; incentivar ao compromisso social para desmascarar estes tiranos que se disfarçam de humildes e que por todos os meios pretendem convencer-nos de que a sua tirania é necessária, atingir as entranhas deste sistema para construir com as nossas próprias mãos o futuro que merecemos. Não desanimem, pois isto muda a qualquer momento, o único que não muda é o inimigo.
A nossa vida vale menos que uma casa, todas as nossas vidas juntas têm menos importância que um caminhão que faz fumaça, o futuro da gente pobre é traçado no Banco Mundial e no FMI. Assim o têm dito os que continuam a zombar de nós ao aumentar a pena de Walter Ramírez em “Três Anos” de pena agravada.
Continuaremos gritando o contrário, absolutamente tudo ao contrário.
A prisão é por agora o nosso espaço de aprendizagem, por isso os incentivamos a melhorar os métodos de luta, a NÃO subestimar o inimigo, a estudar para lutar, vencer o medo e a passividade.
O patronato através de um “alto executivo” da CORPARAUCANIA, Diego Benavente, declarou que “o Capital é covarde”, pois não permanece onde existe conflito social. Nada mais acertado porque para além de covarde o capital é tão Criminal como os seus porta-vozes.
Vejam a total ausência de escrúpulos destes amigos da infâmia já que ao mesmo tempo em que insistem em dizer que estamos “comendo” nesta greve da fome interpõem um recurso “de proteção” para nos obrigarem à alimentação intravenosa. Pondo a descoberto a imoralidade do governo e a cumplicidade de muita gente com o poder desumanizante.
Por outro lado, os agentes da direita não se cansam de repetir que “somos todos iguais perante a lei” que “nada está acima do estado de direito”, que as “instituições funcionam” e todos os outros inúmeros discursos fascistas elaborados para justificar a injustiça sobre o nosso Povo. Bem, concretamente somos 33 prisioneiros Mapuche apresentados a um juiz antes de qualquer investigação e presos sem direito a que se presuma sequer a nossa inocência, embora os assassinos de Lemún e Katrileo nunca tenham conhecido a prisão e nunca para lá irão, pelo contrário andam com as mesmas armas com que têm matado gente pobre.
Nenhum governo tem almejado abordar de forma séria o nosso percurso histórico e a solução mais diplomática sempre tem sido a técnica da enrolação e a militarização do nosso território. Manobras evasivas para manter a situação sem diálogo político são realizadas pelo atual governo, pois a única coisa que faz é comprimir ainda mais uma situação que necessita de descompressão e que, caso não a haja, significará a existência de custos que ambos os lados terão que enfrentar. Com esta ação de dignidade estamos pedindo ao governo para fazer uso da razão, com esta greve de fome - que é uma peça mais nesta “pacificação” nunca acabada (assim como o foram até à bem pouco tempo os “parlamentos” no território Mapuche) - tentamos tingir com um pouco de humanidade um governo e um sistema que não a têm.
Segundo a lei antiterrorista, um dos objetivos do terrorismo é “impor e arrancar resoluções à autoridade”, bem, este é um caso disso. Apliquem com rigor a lei e digam então que esta é uma “greve terrorista”, mas então como chamarão ao fato de terem protegido uma testemunha que confessou ter cometido dois ataques terroristas, e a mantêm em liberdade enquanto mantêm uma grande quantidade de mapuches inocentes presos?
Ao procurar ocultar o caráter da nossa luta e da nossa condição de presos políticos, o que se tem feito é, pelo contrário, mostrar o caráter político das nossas reivindicações já que a lei antiterrorista é uma lei política, de inspiração e motivações explicitamente políticas. Por outro lado o que ridiculariza o governo e o fragiliza ainda mais, perante os seus erros, é que temos sido sempre nós a tomar a iniciativa: a lição a tirar disto é que, ao contrário dos governos que desprezam a vida e a sua própria história, nós estamos nos encarregando dela e a amamos tanto que arriscamos a vida nesta privação voluntária de alimentos.
Em suma, o que sentimos é muita raiva e impotência pelas injustiças deste obsoleto sistema, mas como um preso não é só um número nem uma fábrica de ódio também sentimos muito Amor e carinho pelo nosso povo e por todos os nossos irmãos que decidiram perder o medo. Amor, afeto e ternura pelos nossos filhos dos quais temos saudades, e também por todos os meninos e meninas mapuche, porque com a nossa dor e sacrifício proclamamos a esperança no seu futuro.
Como já afirmamos, a intenção de fundo da nossa mobilização carcerária é contribuir para se atingir a unidade mínima no seio do Povo Mapuche e do seu movimento, mas também queremos incentivar indiretamente à unidade dos chilenos pobres e desprotegidos na sua luta contra o sistema econômico, já que o Estado garante a dos ricos, nosso inimigo comum. Para o nosso povo Mapuche significaria uma unidade necessária e permanente que a longo prazo nos garantisse a defesa dos direitos recuperados neste processo. Atentemos nos orgulhos sectários que nos impedem de concretizar alianças estratégicas e que contribuem para a lógica autoritária de “dividir para governar”.
Estivemos demasiado tempo observando-nos à distância como se fossemos estranhos ou inimigos enquanto o poder fortalecia a dominação. Unidade para lutar. Unidade para vencer. Unidade para redescobrir a nossa força.
O dever moral dos poderosos - que através das sucessivas gerações nos tem vindo a impor estes problemas - é assumir a responsabilidade e resolver isto. Veremos em que medida é efetivo e conseqüente o estafado discurso de amor ao próximo ou como disse um porta-voz dos ricos: “Agosto é o mês da solidariedade”.
Que ninguém se ponha de lado, aqui são todos responsáveis, o Estado, a igreja (que tem erguido as suas capelas sobre sangue mapuche) e os humanitaristas que reinventam cárceres e estratégias de policiamento
Os Presos Políticos Mapuche, a partir do presídio de Temuco, a partir da sua greve da fome, fazemos um apelo para se juntar à luta social nos seus setores, para apoiar o nosso movimento que é a expressão do repúdio pela crueldade do capitalismo e dos seus representantes, pela indolência de tantos que lá para 2014 estarão às portas das nossas casas pedindo-nos o voto. Apelamos, numa convocatória ampla, ao reencontro com os seus irmãos de luta. Chegou a hora.
Irmãos mapuche, Amem-se, reproduzam-se, tenham muitos filhos mapuche, recuperem, lutem e continuem amando-se.
Irmãos winkas pobres e solidários, unam-se, fortaleçam as vossas lutas, golpeiem de todos os lados o poder que os oprime, reclamem o que lhes pertence e conseqüentemente amem-se muito e sejam sementes de gerações de solidariedade.
21 de agosto de 2010
Presos Políticos Mapuche
Cárcere de Temuco
Em greve de fome há 41 dias
Tradução > Liberdade à Solta
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