terça-feira, 16 de março de 2010

Seção "Música como principio organizacional"

Hey, de volta com seção "Música como principio organizacional", com uma convidada: Mês da Mulher como dizem né mas para nós sempre será espaço para as revoluções, e com trilha sonora. Com vocês: 

Roberta Candace


"Candace é ativista da cultura hip-hop, psicóloga, produtora do festival "São Gonçalo in Rap" e idealizadora do projeto "Observatório do Hip-Hop"."

A trilha sonora da ação direta dela é:

 







segunda-feira, 15 de março de 2010

Três anos após surra, doméstica vive inferno


Agredida na Barra, Sirlei até hoje não consegue trabalhar e tem sequelas e traumas

POR CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - Caída ao chão, xingada enquanto levava socos e pontapés, a morte lhe parecia certa. A cena, que sempre aparece nítida nas lembranças de Sirlei Dias de Carvalho Pinto, 34 anos, marca o início de uma história que já tem quase três anos e vai além de dor e indignação. O ataque de cinco jovens agressores, na Barra da Tijuca, transformou para sempre a vida da doméstica: de batalhadora que se desdobrava entre dois empregos e bicos de fim de semana para garantir a principal renda da família, ela se tornou pensionista do INSS, com sequelas que a impedem até hoje de trabalhar.
Foto: Paulo Araújo / Agência O
 Dia
Agredida por adolescentes na Barra da Tijuca, a doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, 34 anos, até hoje não consegue trabalhar e tem sequelas e traumas | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Por causa do episódio, Sirlei passou a sobreviver com renda de R$ 800, o que representa menos da metade do que recebia antes de ser espancada. E pior: está à beira da miséria, sem muita expectativa de receber indenização.


>>> Leia mais: De injusticada à candidata política


“Não tive como comprar o material básico da escola do meu filho. Só deu para um lápis e um caderno pequeno. Além das faxinas, eu fazia doces e cestas para ganhar um dinheiro extra. Chegava a tirar mais de R$ 1.500. Estou passando por necessidades que nunca imaginei. Nunca faltou arroz na minha despensa. Até por isso estou tendo que passar”, lamenta Sirlei, que tenta aumentar a renda vendendo sacolés a R$ 0,30 e R$ 0,50 a vizinhos do bairro onde mora, em Imbariê, Duque de Caxias.


Usado para defender o rosto das pancadas, o braço direito ficou com limitações no movimento e precisa ser operado. O problema a impede de tarefas simples, como torcer roupa, arear panela e fechar completamente a mão. Sirlei permaneceu um ano e meio na fila do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). Ao ser chamada em duas ocasiões, foi impedida de operar porque estava doente.


“Preciso resolver isso. Tenho que voltar a trabalhar. Não posso admitir que falte arroz em casa. Isso nunca tinha acontecido”, desabafa. Mas o pior drama da doméstica é ver que o filho, hoje, com 6 anos, absorveu os traumas do ataque à mãe. “Ele viu na TV um assassinato e a família pedindo justiça. Para minha surpresa, ele falou: ‘Por que justiça? Eu escolheria vingança’”, conta ela.


Acusados contestam indenização


O pedido de indenização no valor de R$ 500 mil, feito pela defesa de Sirlei, ainda corre na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca. Mas, se a tese de parte dos advogados dos agressores se confirmar, a doméstica deve sair dos tribunais com muito menos do que pleiteia. Isso porque somente um dos réus, o universitário Felippe de Macedo Nery Neto, de 23 anos, tem bens em seu nome — o carro que ele e os amigos usaram no dia da agressão.


Para o advogado Jorge Vacite Filho, que atua em favor de Felippe, o pedido de ressarcimento é absurdo. “Esse valor é um delírio. É inviável para uma lesão que ela diz que sofreu no braço. E, ainda que fosse constatada, nunca chegaria a R$ 500 mil”, argumenta ele, que garante que seu cliente não cometeu crime algum porque ficou dentro do carro durante a agressão.


Responsável pela defesa de Júlio Junqueira Ferreira, 22 anos, a advogada Izabel Tayar diz que seu cliente está arrependido e que a mãe dele fica abalada ao lembrar da história. No entanto, ela considera a indenização uma forma que a doméstica conseguiu para enriquecer. “Essa questão do braço machucado tem que ser revista. Pode ser tanto problema genético, como ela pode ter ficado tempo a mais com gesso”, questiona Tayar.


Defensor de Sirlei, o advogado Ricardo Mariz afirmou que, caso seja constato que o restante do grupo não tem condições de pagar a indenização, ela pedirá a insolvência civil dos jovens. Na prática, isso significa que os devedores perdem o direito de gerir bens, que passam a ser submetidos à administração judicial.


Condenados a cumprir penas que variam entre seis e sete anos de prisão, os cinco agressores estão em liberdade condicional — periodicamente devem se apresentar à Justiça para demonstrar que têm bom comportamento fora da cadeia. Estudando e trabalhando, a vida dos cinco seguiu em frente.

domingo, 14 de março de 2010

EUA - Dinheiro para guerras mas não para educação, saúde e trabalho.

Esse parece ser o "lema" do governo dos EUA. Depois de mais de um ano de discussão sobre a "Reforma da Saúde", a opção de criar um sistema de saúde público que atenda toda a população está fora de cogitação. Nos EUA existe o MEDICARE, um sistema público que atende apenas pessoas acima de 65 anos de idade ou algumas pessoas com deficiência com idade inferior a 65, ou seja, 40 milhões de uma população de 308 milhões. O resto ou paga (caro) por um seguro de saúde privado ou faz parte dos 15% da população que não possuem nenhum tipo de cobertura (pública ou privada). De acordo com um estudo feito pela "The American Journal of Medicine" em 2001, 62% dos casos de falência nos EUA acontecem por causa de dívidas relacionadas com atendimento médico.
Deixando o 'lobby' de lado (dinheiro que as seguradoras 'doam' para campanhas de políticos que, por coincidência, sempre acabam votando nas opções que beneficiam tais seguradoras), uma das razões levantadas pelo congresso de que era impossível ter um sistema de saúde público que atendesse toda a população era o custo de tal sistema. Estima-se um aumento de US$128 bilhões de Dólares no orçamento para saúde para ter um sistema que atenda todos as pessoas sem seguro de saúde. Ou seja, 0.8% do PIB nacional seria usado para isso. E com a desculpa de que não existe dinheiro, de que o país está em crise e não é momento para aumentar os gastos do Estado, essa proposta não foi pra frente.
Agora vamos dar uma olhada no orçamento para o Departamento de Defesa deste ano: "O presidente Barack Obama enviou hoje ao Congresso uma proposta de orçamento de defesa 663,8 bilhões dólares para o ano fiscal de 2010. A solicitação de orçamento para o Departamento de Defesa (DoD) inclui 533.8 bilhões dólares em posição de autoridade discricionária do orçamento para financiar programas de defesa de base e US$ 130 bilhões para apoiar as operações de emergência no exterior, principalmente no Iraque e no Afeganistão." Houve um aumento de US$ 20 bilhões em relação ao orçamento do ano passado (2009).

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mulheres negras debatem a mídia brasileira

10/03/10

 Observatório Negro promove o Seminário Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia, entre os dias 18 e 21 de março, no Hotel Orange (Ilha de Itamaracá), em Pernambuco. O projeto conta com o apoio político-institucional da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB e do Fundo das Nações Unidas para as Mulheres – UNIFEM.
O evento tem como principal objetivo promover um processo de organização de mulheres negras do Nordeste para uma ação em rede articulada de combate à discriminação racial na mídia, além de socializar experiências e construir estratégias de como enfrentar o racismo na mídia.
O seminário faz parte de uma das três etapas que compõem o projeto Mulheres Negras pelo Direito Humano à comunicação. A primeira ação em parceria com a Cidadania Feminina e com o apoio da WACC consiste na promoção de oficinas de gênero, raça e comunicação para 30 mulheres negras de organizações de mulheres e populares e militantes negras. Além disso, no dia 10 de novembro, representantes do Observatório Negro e de outras organizações, participaram do Dia de Monitoramento da Mídia, que acontece em vários países do mundo, para observar como a mídia está mostrando a imagem da população e da mulher negra.
O relatório ainda não está constituído, mas a pesquisadora em relações de gêneros e raça do Observatório Negro e educadora em Direitos Humanos, Ciani Sueli das Neves, já adiantou que os resultados não foram favoráveis. “Além de nunca aparecerem em novelas e publicidades de maneira favorável, nos noticiários, observamos que, quando as mulheres negras aparecem, são sempre apresentadas na condição de vítimas e a população negra, de um modo geral, como ré.”
Dando continuidade às oficinas de gênero, raça e comunicação, a segunda fase do projeto compreende no Seminário Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia que pretende discutir o acesso à comunicação como Direito Humano e, por fim, qualificar juridicamente as trinta mulheres, para que possam analisar as ações da mídia e acessar os mecanismos jurídicos a fim de garantir a defesa dos direitos humanos da população negra.
As trinta mulheres que irão participar da segunda etapa foram selecionadas de diversas organizações em defesa da mulher do Nordeste: AKONI – Centro de Educação para a Cidadania (MA), Centro de Cultura Negra do Maranhão (MA), OMIN – Grupo de Mulheres Negras Maria do Egito (PI), AJOBI – Núcleo de Mulheres Negras Feministas e de Lésbicas Negras (BA), Associação Brasileira de TV Universitária (BA), CEAFRO (BA) – apoio da SEPROMI, Inegra – Instituto Mulher Negra (CE), Grupo Afro Cultural Coisa de Nego (PI), Associação Piauiense de Hip Hop (PI), COJIRA – Coletivo de Jornalistas Negros de Alagoas (AL), Bamidelê (PB), Kilombo (RN).
A terceira ação do projeto, apoiada pelo Fundo Elas, pretende atuar na análise e monitoramento da mídia com a construção do Centro de Orientação Jurídica da Rede Nordeste de Mulheres Negras (COMNEGRAS). O projeto apóia ainda a formação de um blog, durante um ano, para catalisar as informações da Rede.
Programação
18/03/2010
16h às 18h – Recepção, entrega de material, acomodação.
19h – Abertura do Seminário.
20h – Show Oya Alaxe
21h – Jantar
19/03/2010
8h30 – Apresentação das integrantes e compartilhamento das experiências com o combate à discriminação racial na mídia.
Coordenação:  Ana Paula Maravalho
10h – 1º Painel: Mulher Negra e Comunicação
Isabel Clavelin (UNIFEM) (a confirmar) , Nilza Iraci (AMNB) (a confirmar), Angela Nascimento (CNDM, Observatório Negro), Vera Femiano (Red de Mujeres Afrolatinoamericas, Caribeñas  y de la Diaspora)
Coordenação: Ciani Sueli das Neves
PLENÁRIA
12h30 – Almoço
14h30 – 2º Painel: Democratização racial da Comunicação:
Direito humano à comunicação (radio comunitária, TV, internet, direito de antena, produção da informação e destinatários)
Racismo na Mídia e Violência Simbólica contra as Mulheres Negras: Lúcia Silva (Instituto AMMA Psique e Negritude)
Direito à comunicação e racismo: Claudia Alexandra Silva Santos (CEAFRO/Irohin)
Coordenação: Maria de Jesus Moura
16h – 3º Painel: Experiências Observatório Negro: Rebeca Duarte e Ana Paula Maravalho
Caso Xuxa
Caso Interlândia
Caso Assolan
Caso Casa Grande e Senzala em Quadrinhos
Breve análise das respostas do Estado.
Coordenação: Rivane Arantes
PLENÁRIA
20h – Jantar
20/03/2010
8h30 – 1º Painel: Exigibilidade do Direito Humano à Comunicação
O processo da CONFECOM e seu impacto no combate à discriminação racial na mídia
Justiciabilidade do Direito Humano à Comunicação – Rivane Arantes e Ciani Sueli das Neves
Coordenação: Angela Nascimento
GT – estratégias de denúncias de violação a partir de casos fornecidos.
PLENÁRIA
12h30 – ALMOÇO
14h30 – 2º Painel: Formação da Rede de Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia e instalação do Centro de Orientação Jurídica à Rede de Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia – COMNEGRAS – Mércia Maria Alves e Angela Nascimento.
PLENÁRIA
19h – Roda de Diálogo: Mulher Negra, Cultura Popular e Mídia – história de resistência.
20h – Show com Lia de Itamaracá
21h – Jantar
21/03/2010
8h30 – PLENÁRIA FINAL
Síntese dos principais assuntos abordados e encaminhamentos – Mercia Maria Alves e Ana Paula Maravalho.
Mais informações para imprensa:

terça-feira, 9 de março de 2010

O POVO CONTRA O GLOBO: Representação no Ministério Público diante da censura do jornal ao Manifesto

Numa articulação com ativistas sociais e intelectuais do Rio de Janeiro, a campanha Afirme-se! decidiu entrar com uma representação contra o jornal O Globo, do Rio de Janeiro. A ação, protocolada na tarde de segunda-feira, 8/3, no Ministério Público daquele Estado, foi preparada a partir de minuta do advogado Joao Fontoura Filho, que assiste na Bahia a coordenação nacional da campanha, que resolveu acionar a Justiça alegando que O Globo privou os seus leitores de ter acesso ao Manifesto publicado em outros jornais nacionais no dia 3 de março, no qual se afirma a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa e das cotas. Ressalta a ação a contradição de um jornal que diz defender a liberdade de expressão e que critica qualquer iniciativa de a sociedade criticá-lo vir agora censurar a sociedade civil, ao impor um valor absurdo para que esta emitisse o seu ponto de vista sobre um debate que está na pauta jornalística este ano.
A direção de O Globo, após apresentar uma tabela negociada de publicação ao valor de R$ 54.163,20 (dentro dos padrões de mercado obtidos pela agência Propeg), depois de ter acesso ao conteúdo do Manifesto decidiu que somente publicaria pelo valor irracional de R$ 712.608,00 !
A coordenação da campanha buscou solucionar o impasse nas 48 horas que antecederam a abertura das audiências no STF, enviando ao setor comercial de O Globo no Rio e a um dos seus diretores uma série de mensagens, não respondidas.
A representação é assinada pelos professores Alexandre do Nascimento, Rodrigo Guerón e pelo advogado André Magalhães Barros e quer o pronunciamento da Justiça. Já está sendo articulado um abaixo-assinado para ser anexado à ação nos próximos dias.



EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR SUBPROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DE DIREITOS HUMANOS E FISCALIZAÇÃO



ALEXANDRE DO NASCIMENTO, brasileiro, solteiro, professor, IFP/RJ - 07726028-9 de 05/03/1991, residente na Rua Julio Berkowitz, S/N, lote 99A, Cabuis, Nilópolis-RJ, ANDRÉ MAGALHÃES BARROS, brasileiro, solteiro, advogado, OAB/RJ – 129773, com escritório na rua Senador Dantas n. 117, sala 610, Centro, Rio de Janeiro/RJ, e RODRIGO GUÉRON, brasileiro, solteiro, professor universitário, IFP/RJ 07157512-0, residente na Rua Marquês de São Vicente, 96, Bl `B`, apto 404, Gávea, Rio de Janeiro/RJ, vêm submeter à apreciação de Vossa Excelência a seguinte REPRESENTAÇÃO contra o JORNAL O GLOBO, pelos fatos e fundamentos seguintes:



Organizações não-governamentais e cidadãos em várias partes do país buscaram publicar, mediante compra de espaço de uma página inteira em jornais de grande circulação, um `Manifesto`, cujo objetivo central é divulgar a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa, das quais as cotas são um importante mecanismo.

Para alcançar os seus objetivos, desde o início de janeiro de 2010, articularam uma campanha nacional – denominada `Afirme-se!` - visando sensibilizar os brasileiros e arrecadar fundos para o pagamento dos custos da publicação do referido `Manifesto` nos jornais.

Dessa campanha resultou, inclusive, a adesão de uma agência profissional de publicidade, a `Propeg`, com sede em Salvador, cuja equipe assumiu a criação das peças de campanha, bem como as negociações com as empresas jornalísticas visando a veiculação do material.

Foi assim que a `Propeg` passou a negociar preços e prazos de pagamento com os veículos, durante a última semana do mês de fevereiro. A pretensão foi veicular o `Manifesto` nos jornais `Folha de S. Paulo`, `O Estado de S. Paulo`, `Correio Braziliense` e `O Globo`. Justifica-se a escolha desses jornais por seu forte poder de mercado e a pretensão de atingir os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal e suas equipes, vez que pautaram o debate sobre as cotas naquela corte, para se iniciar a partir do dia 3 de março de 2010.

Em sua negociação com o setor comercial dos referidos jornais, no dia 23 de fevereiro, a `Propeg` recebeu e apresentou ao cliente a planilha de custos dos preços de inserção do `Manifesto`, negociados em nome de uma Organização Não-Governamental, o `Omi-Dùdú`, para a qual seria faturado o débito. Conforme pode ser visto em troca de correspondência entre as partes (Anexo I), o setor comercial de `O Globo` enviou proposta de mídia naquele dia 23 de fevereiro, na qual se estabelece o custo de uma página (colorida) naquele jornal um valor negociado de até R$ 67.704,00, valor este ainda sem o abatimento da comissão de agência. Conforme pode ser visto no plano de mídia inicial (Anexo III), tal valor caiu para R$ 54.163,20, depois de abatido o percentual da agência de publicidade.

Entretanto, no dia 26 de fevereiro, depois que a `Propeg` enviou o anúncio criado “para análise da equipe editorial do jornal”, obedecendo a uma exigência do veículo, aquele valor saltou para absurdos R$ 712.608,00. A alegação de `O Globo` para tal alteração foi expressa nos seguintes termos: “o anúncio foi analisado pela diretoria e ficou definido que será `Expressão de Opinião`, pois, o seu conteúdo levou a esta decisão.”

Informe-se que o valor inicialmente cobrado pelo `O Globo` está dentro da tabela média cobrada no mercado de publicidade em jornais. Seria, portanto, realista e competitivo, sem resultar em nenhuma concessão ou abatimento excepcional. Isto pode ser demonstrado pelos valores cobrados para veiculação do mesmo anúncio pelos jornais `Folha de S. Paulo` (R$ 38.160,00), `O Estado de S. Paulo` (R$ 37.607,23) e outro, que decidimos incluir, `A Tarde` (R$ 36.048,48). (Anexo II).

Deve ser dito que, dos jornais mencionados, a `Folha de S. Paulo`, `O Estado de S. Paulo` e `O Globo` competem, no mercado editorial, em distribuição, circulação e influência nacionais. Em termos de linha editorial, esses três veículos são, nitidamente, contrários às cotas e às políticas de ação afirmativa. No entanto, diferentemente de `O Globo`, todos os demais aceitaram publicar o `Manifesto`, custeado pela sociedade civil por um preço comercialmente realista.

O `Manifesto` tem o objetivo de informar a sociedade a respeito da constitucionalidade das cotas – tão atacadas nos editoriais, artigos e comentários difundidos, entre outros, pelo jornal `O Globo`. No intuito de publicá-lo, um dos responsáveis pela campanha `Afirme-se!` tentou, fazendo uso dos canais oferecidos na página eletrônica do jornal, negociar com o setor comercial de `O Globo`, durante os dias 1 e 2 de março, sem obter qualquer resposta.

Se o `Manifesto` não for publicado no jornal `O Globo`, grande parte dos leitores do Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil será prejudicada no acesso a essa informação. De forma alguma, a publicação do manifesto visa provocar quem quer que seja.

Conforme pode ser conferido no respectivo site institucional do Supremo Tribunal Federal, o ministro Ricardo Lewandowski designou para de 3 a 5 de março de 2010 a realização de audiência pública, a fim de ouvir interessados nas duas argüições judiciais sobre políticas de ação afirmativa adotadas por universidades brasileiras que lá tramitam, das quais Lewandowski é o relator: “O debate em questão consubstancia-se na constitucionalidade do sistema de reserva de vagas, baseado em critérios raciais, como forma de ação afirmativa de inclusão no ensino superior”, informa o Edital de Convocação da Audiência assinado pelo ministro. No referido debate, estarão em discussão:

1. uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF/186), de autoria do Partido Democratas (DEM), contra a Universidade de Brasilia (UnB) e seus responsáveis, por essa universidade adotar o sistema de cotas em seu vestibular.

2. um Recurso Extraordinário (RE/597285), de autoria de Giovane Pasqualito Fialho, contra a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que também adota o sistema de cotas em seu vestibular. O autor questiona o fato de ter obtido nota que o habilitaria a uma vaga naquela universidade, mas que, por conta das cotas, teria sido ocupada por outro candidato aprovado.

A audiência pública convocada por Lewandowski configura-se como um dos momentos cruciais para o futuro das políticas de ação afirmativa. Dela, deverão participar trinta e uma pessoas selecionadas pelo STF, para se manifestarem pró ou contra a constitucionalidade das ações afirmativas. Este projeto visa minorar o desequilíbrio existente, ao oferecer maior suporte midiático aos que são a favor das cotas, considerando que, na mídia, há uma diferença gritante no espaço que vem sendo dado aos que são contra essa política de ação afirmativa.

No Brasil, a tardia adoção de tais políticas, que vêm sendo implementadas, timidamente, há menos de uma década, por algumas instituições públicas, e mesmo privadas, em especial no campo da educação superior, tem sofrido ataques poderosos de setores da grande mídia.

Há uma verdadeira campanha que objetiva duas coisas: 1) extinguir, vetar, destruir as poucas iniciativas institucionais de ação afirmativa já existentes; 2) impedir, bloquear, derrotar qualquer possibilidade de implantação ou criação de novos instrumentos legais e institucionais de ação afirmativa.

Na hipótese de a maioria dos ministros do STF acatar, integralmente, o que a ação do DEM contra a UnB e o RE contra a UFRGS demandam, as políticas de ação afirmativa, executadas hoje por cerca de 80 instituições de ensino superior, deixarão de existir, impedindo que milhares de estudantes indígenas e afrodescendentes realizem suas expectativas de ingresso e conclusão do ensino superior.

Estão sob ameaça de se tornarem inconstitucionais o `Estatuto da Igualdade Racial`, que por 15 anos tramita entre a Câmara dos Deputados e o Senado, e demais projetos de lei, como o 73/99 incorporado ao projeto de lei 3.627/2004, do governo federal. Poderá ser declarado ilegal tudo o que estabelece políticas públicas compensatórias para setores da sociedade historicamente discriminados e excluídos

A campanha `Afirme-se` foi publicamente lançada entre a última semana de fevereiro e a primeira semana de março de 2010. E seguirá, num segundo momento, assim que for definida a data de discussão e votação do tema em plenário do Supremo Tribunal Federal.

A ação midiática proposta busca sensibilizar a maioria dos 11 ministros do STF para a justeza e para a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa já existentes, a favor de indígenas e afrodescendentes. Exemplos dessas políticas são: as cotas em universidades, a regularização de terras dos remanescentes dos quilombos, os programas especiais dos ministérios das Relações Exteriores e da Reforma Agrária, dentre outros.

No episódio em tela, além dos indícios de afronta ao Estado Democrático de Direito e aos fundamentos da República, diversos dispositivos constitucionais foram contrariados. Sendo comprovadas tais práticas e a finalidade de violar a Carta Política nos artigos abaixo elencados, os representantes esperam que medidas legais sejam tomadas pelo fiscal da lei:



``Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

…....

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

…......

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

…...

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

…...

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

…..

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

…..

CAPÍTULO V
DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

…......

§ 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.

§ 6º - A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.

…......``



No âmbito doutrinário, destacamos a concepção de Daniel Sarmento, em “A Vinculação dos Particulares aos Direitos Fundamentais no Direito Comparado e no Brasil”, segundo a qual, a Constituição indica, como primeiro objetivo fundamental da nossa República, “construir uma sociedade livre, justa e solidária” (art. 3º, I, CF), indicando que o modelo constitucional brasileiro se afastou da visão liberal de que o Estado é o único violador dos direitos fundamentais. A Constituição Federal de 1988 irradia, portanto, os seus princípios para todo o sistema jurídico, inclusive para as relações entre particulares, que devem estar vinculados aos Direitos Fundamentais garantidos constitucionalmente. Trata-se da denominada EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS, que recebeu acolhida no Supremo Tribunal Federal, na seguinte decisão:





STF, RE 201819 / RJ, Relator Min. ELLEN GRACIE, Relator p/ Acórdão Min. GILMAR MENDES, Julgamento: 11/10/2005, DJ 27-10-2006, Órgão Julgador: Segunda Turma

``As violações a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados.

(...)

A autonomia privada, que encontra claras limitações de ordem jurídica, não pode ser exercida em detrimento ou com desrespeito aos direitos e garantias de terceiros, especialmente aqueles positivados em sede constitucional, pois a autonomia da vontade não confere aos particulares, no domínio de sua incidência e atuação, o poder de transgredir ou de ignorar as restrições postas e definidas pela própria Constituição, cuja eficácia e força normativa também se impõem, aos particulares, no âmbito de suas relações privadas, em tema de liberdades fundamentais.``





Pelo exposto, sendo apurados e comprovados, pelo Parquet, os fatos e os fortes indícios de práticas infrativas à liberdade de expressão e ao direito à informação, os representantes vêm requerer a Vossa Excelência que sejam tomadas as medidas legais.



Rio de Janeiro, 8 de março de 2010



ALEXANDRE NASCIMENTO

IFP/RJ – 07726028-9



ANDRÉ MAGALHÃES BARROS

OAB/RJ - 129773



RODRIGO GUÉRON

IFP/RJ 07157512-0

domingo, 7 de março de 2010

Seção "Entrevistas"

Hei amig@s, seção entrevistas em cena, trazendo uma convidada. Pedindo liçensa para usar do clichê habitual do mês de março, entrevistamos uma das mulheres mais interesssantes dessa nova geração da cultura Hip Hop e Militância. Rafaela Oliveira, uma mulher no qual devemos ficar atentos, pois ela fazendo um barulho, administrando a voz, A Voz da Rua.

Quem é Rafaela Oliveira:

Nascida no dia internacional da mulher (08 de março de 1988). Escreve colunas com vertente sócio-política baseada na cultura Hip-Hop desde 2002.
Em 2007 juntamente com sua equipe Hip-Hop de Fato realizou seu primeiro grande projeto: o lançamento do DVD “Hip-Hop de Fato Apresenta: Oficina da Rima” DVD este que contem show do grupo Oficina da Rima, entrevista e fotos, a edição do DVD ficou por conta do Jay P da “67 Canarinho”.
Atualmente,além de repórter do site www.vozdarua.com.br e assessora de Imprensa de alguns Mcs da cena do Rap Nacional, Rafaela assina a produção do Documentário “VÁRZEA, A BOLA ROLADA NAS BEIRADAS DO CORAÇÃO” um filme do Poeta Akins Kinte lançando em 08/02/2010.







1 – O que representa o dia internacional das mulheres?
Costumo “brincar” serio (risos) dizendo que 08 de março é a data mais importante do ano, A própria origem do dia internacional da mulher: uma greve de tecelãs lutando por direitos trabalhistas, a fabrica foi trancada e incendiada. Porem o ideal daquela luta permanece vivo até hoje.
Esse dia representa tudo que conquistamos e tudo que ainda falta, é um dia pra refletir, entretanto todos os outros 364 restantes são de luta e aprendizado constante, pode apostar!
2 – Como é sua atuação no dia no dia, o que você faz?
Como muitos que lutam para manter-se do seu sonho, sou mais uma entre esses milhões, durante a semana trabalho em uma central de atendimento, nas horas restantes e finais de semana me desdobro entre a administração do portal www.vozdarua.com.br , produção do filme Várzea, a Bola rolada na beira do Coração! de Akins Kinte lançando em fevereiro/2010 e assessoria de imprensa de alguns Mcs de São Paulo.
Ahh e nas horas vagas eu durmo (risos)
3 – Considera-se reconhecida pelo que faz?
O que faço é gratificante por que sou reconhecida pelo meu publico alvo,pessoas que estão começando a carreira e veem varias portas se fechando,não sou nenhuma messias (risos) faço o que amo, o que julgo correto de acordo com os meus valores.
Ainda tenho muitas coisas pra aprender, acredito que se as “grandes” portas fossem abertas para NÓS teriamos um leque enorme de oportunidades as quais somos totalmente competentes e estamos dispostos a aproveitar, mas é evidente até o momento as pessoas que podem abrir tais portas estão muito ocupados com o próprio umbigo e os que conquistaram algum espaço esqueceram-se de sua origem e amedrontados não largam o osso (risos)
Por isso sou adepta da teoria: ou chutamos as portas ou construímos janelas!
5 – Espaços precisam se conquistados? Por quê?
Porque assim como a economia e o conhecimento são manipulados por uma minoria, os espaços também estão centralizados nas mãos de poucas pessoas, que por egoismo, medo de perder, ou ate falta de conhecimento não abrem as portas.
Na minha visão o espaço pro Hip-Hop e arte de periferia em geral existe, ele só precisa ser potencializado e mantido por NÓS, temos que estar desde a administração do evento até o palco, desde o câmera até o editor-chefe, entende?


6 – Em uma série de Tv, Lutas.Doc, Marina Silva destaca que as mulheres tiveram que aprender com os homens, mas se o homem não aprender com as mulheres, iriam ficar para trás. Concorda? O que os homens devem aprender com as mulheres?
Sim concordo, deve ser um aprendizado de ambas as partes, aprender o que é ser parceiro    (seja esposo,amigo ou sócio) estar do lado e assumir os erros e os acertos, os homens devem aprender conosco o dom de ouvir, de observar e de agir com o coração sem tirar os pés do chão.
7 – Sempre existe um entrave com relação à valorização da mulher? O que é para ser valorizado de fato em uma mulher?
Entrave é ótimo (muitos risos). Não é tão complicado quanto parece, somo sim diferentes  e isso que é o mais interessante, porem lutamos por direitos e deveres iguais, a valorização que tanto sonhamos (e por muitos é visto como capricho, e é ai que se esconde o monstro do machismo) trata-se de ser reconhecida e recompensada por nosso trabalho e esforço, cuidar da casa NÃO é mais do que “nossa obrigação” nem é só nossa obrigação, uma MC ou uma  jornalista como eu não deve ser vangloriada pelo fato de ser uma Mulher executando tal função , e sim por ser uma pessoa, executando muito bem esta função, entende?
8 – O feminismo ainda cabe?
Muitos têm uma idéia destorcida do feminismo, como um movimento radical, que prega a auto-afirmação feminina com as mesmas ferramentas preconceituosas do machismo,desvalorizando o homem.Não me julgo uma feminista,nem poderia,me falta muita vivencia e conhecimento,  porem ao meu ver não é nada disso,feminismo é pura e simplesmente um movimento de mulheres que sabem seu valor, que não tem medo de bater de frente,que enxergam o machismo velado que existe em nossa sociedade onde em muitas atitudes e entrelinhas de discursos prontos se esconde o preconceito cruel que visa nos diminuir quando sabemos que somos uma das bases mais sólidas e importantes para reestruturação da sociedade como a conhecemos.
9 – Revolta ou conformação?
Revoltaaa claroo!!! a reação é o que me impulsiona a buscar dias melhores pra NÓS.
10 – Recado para os leitores do blog.
Primeiramente agradeço de coração o Fabio e a família Bandeira Negra pelo espaço, nada mais sou do que o reflexo das coisas boas que aprendo com pessoas como vocês.
Quero dizer aos leitores que não desistam, continuem seus corres, somos muitos, só precisamos ser mais unidos.
As mulheres: Sejam fortes, nascemos assim, não faça nada que não queira fazer muitas se foram para que você pudesse dizer NÃO EU NÃO QUERO/ NÃO EU NÃO VOU ou SIM EU POSSO/ SIM EU CONSIGO. Tome as rédeas do seu destino, e torno-o nosso,destinadas a vencer GUERREIRRAS COMO DANDARA DELICADAS COMO BETY X
A todos que sonham o meu sonho, sejam bem vindos e participem www.vozdarua.com.br e www.varzeaojogodavida.com.br
Contato: Rafaela@vozdarua.com.br





Para o Senador Demóstenes (DEM)


Nós, Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR vimos através desta, repudiar a opinião expressada pelo excelentíssimo senador da república sr. Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania do Senado Federal, no seu pronunciamento durante a Audiência Pública no Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), no dia 03 de Março de 2010, que analisava o recurso instituído pelo Partido Democratas contra as Cotas para Negros na Universidade de Brasília.
Na oportunidade o mesmo afirmou que: as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres. Na sua opinião: Tudo era consensual!. O excelentíssimo senador da república Demóstenes Torres, continua sua fala descartando a possibilidade da violência física e sexual vivida por negras africanas neste período supracitado. Relembra-nos a frase: Estupra, mas não mata!!!.
O excelentíssimo senador Demóstenes aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmarem que são as vítimas diretas dos maus tratos e discriminações no que se refere ao atendimento destas na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas, são duvidosas e que nem sempre são confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos.
Enquanto o estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, quando neste ano comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o excelentíssimo senador, vem na contramão da história e dos fatos expressando o mais refinado preconceito, machismo e racismo incrustado na sociedade brasileira.
Por isso, vimos através desta carta ao Povo Brasileiro repudiar a atitude do excelentíssimo senador Demóstenes Torres.
Ao tempo em que resgatamos a dignidade das mulheres negras e indígenas, que durante a formação desta grande nação, foram SIM abusadas, foram SIM estupradas, foram SIM torturadas, foram SIM violentadas em seu físico e sua dignidade. Aos filhos dos seus algozes, o leite do seu peito, aos seus filhos, o chicote. Não nos curvaremos ao discurso machista e racista do Senador! É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.
Brasília, 05 de Março de 2010.