quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Organização afirma que 23 morreram por xenofobia na Rússia em 2010

Um levantamento do centro para os direitos humanos Sova mostrou que 23 pessoas morreram e 242 ficaram feridas na Rússia em ataques xenófobos só neste ano. Moscou e sua região, com 11 mortes e 94 pessoas feridas por este tipo de agressões, segue sendo a região com mais violência nacionalista e xenófoba, seguida de São Petersburgo e região, com um morto e 35 feridos e Nizhni Novgorod, com dois mortos e 14 feridos. Durante o mês setembro foram registrados, segundo dados da Sova, agressões de caráter racista em 39 cidades russas, com um saldo de uma morte e pelo menos 14 feridos.
Segundo os defensores dos direitos humanos, a Rússia tem dezenas de milhares de ativistas de organizações radicais que atacam emigrantes da Ásia Central e do Cáucaso, representantes de outros movimentos juvenis e homossexuais. Durante 2008 e 2009, as forças da ordem russas, que até então preferiam ignorar a violência xenófoba, desmantelaram os maiores agrupamentos de extrema-direita na região de Moscou. Como resultado, 2009 foi o primeiro ano no qual houve uma redução do número de ataques xenófobos na Rússia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cenas da farsa eleitoral - Debates expõem mentiras, cinismo e hipocrisia

Não basta obrigar o povo a votar, têm que fazê-lo de bobo. Esse é o pacto do monopólio dos meios de comunicação com os candidatos do partido único para a sua aparição nos debates, telejornais e programas eleitorais.

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Falam muito e não dizem nada, pois a regra geral é elevar às alturas o nível da desfaçatez. Assim determinam os marqueteiros, canalhas formados na especialização de enganar as massas, ao impor aos seus contratantes o vestuário, o modo de falar, as caras e bocas para cada situação, além dos temas a serem evitados e os que devem ser repetidos à exaustão para se transformarem em "verdade".

A subserviência como ponto de partida

Como já afirmamos neste espaço os programas dos três candidatos escalados pela imprensa dos monopólios, no caso, Dilma Roussef, José Serra e Marina Silva, embutem um núcleo comum de conteúdo baseado nos compromissos assumidos por Luiz Inácio em 2002 com a famigerada "Carta ao povo brasileiro". Esta revelava toda a subserviência do candidato de então aos desígnios do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, da Organização Mundial do Comércio e os demais organismos comandados pela Casa Branca e pelas oligarquias financeiras internacionais.
Ora, se no atacado há uma extrema convergência, fica então uma margem muito estreita para a diferenciação entre as propostas, ou seja, a fala de cada um tem sempre que afirmar, direta ou subliminarmente, o compromisso com o imperialismo, com a grande burguesia e com o latifúndio de velho e novo tipo. Resta, então, buscar esta diferenciação no varejo. É aí que vem o grande esforço de cada candidato de mentir mais e ser mais cínico do que o outro no papel de fazer o povo de bobo, contando para isso com o processo de entorpecimento e alienação das massas , já levado a efeito pela programação, principalmente televisiva, sistematicamente imposta pelos monopólios de comunicação.

Saúde, educação, segurança, meio ambiente, blá,blá,blá...

Como os recursos arrecadados do povo pelo apodrecido Estado brasileiro destinam-se a nutrir o imperialismo e o que sobra é distribuído com as classes dominantes lacaias e com os oportunistas de plantão no gerenciamento do velho Estado, logicamente não sobra recursos para garantir às massas o mínimo possível em termos de suas necessidades mais prementes, como a terra, o emprego, a saúde e a educação, gerando, assim, esse quadro de instabilidade social do qual a delinquência e a criminalidade são o efeito e não a causa, mas que as classes médias, principalmente, têm em alta conta.
Este é o caldo de cultura para a proliferação de toda a sorte de demagogia, falsas promessas e hipocrisia. Prometer construir cinco mil postos de saúde, dez mil escolas técnicas, vinte mil creches, mil clínicas para recuperação de drogados, mais mil disto, três mil daquilo e outras promessas por quilo ou tonelada.
Esta é a lógica dos marqueteiros para ludibriar as massas: partir de suas necessidades básicas para, usando um formato novelístico, onde pessoas do povo são usadas como atores, passar para a sociedade a ilusão de que este problema já está sendo resolvido por sua facção e será atacado  definitivamente caso o povo destine o seu voto ao hipócrita que lhes fala. Enquanto Dilma Roussef diz que o presidente Lula já fez isso, José Serra fala que em São Paulo seu governo fez aquilo, Marina Silva afirma que no Acre tal coisa está dando certo há anos e, portanto, caso eleitos estenderão para todo o Brasil essas "fabulosas" experiências. Esta é também a lógica dos aproveitadores: criar vitrines para vender a ilusão às massas de que um dia cada indivíduo terá chegada a sua vez.
Não é de Cardoso nem de Luiz Inácio a autoria dos programas de focalização como Bolsa Família, Prouni, Minha Casa Minha Vida. Todos eles são do receituário de "políticas compensatórias" do Banco Mundial e para surtirem o efeito da ilusão nas massas precisam ser acompanhados de uma massiva carga de propaganda. Não é à toa, portanto, que no período pré-eleitoral vultosas somas de dinheiro foram gastas pelas frações do partido único.

Mas o povo não é bobo

A tremenda pressão exercida sobre as massas para levá-la ao voto, inclusive, a propaganda do órgão responsável pela realização da eleição, se por um lado ainda consegue enquadrar uma razoável parcela do eleitorado, por outro é expressiva a parcela que rechaça o processo eleitoral farsante. E ela é cada vez mais crescente, não se deixando levar pela chantagem que as classes dominantes fazem para ter seus quadros "democraticamente" eleitos e "legitimamente" dar continuidade à exploração e opressão da imensa maioria do povo por mais quatro anos. A iniciar pela juventude, que mesmo tendo o "direito" de voto aos dezesseis anos, recusa-se a comparecer ao Cartório Eleitoral para tirar o Título de Eleitor, passando pela organização de comitês contra a farsa eleitoral. Estes comitês se alastram por todo o país, tanto nas cidades quanto no campo, constituindo-se num movimento de significativa importância pelo fato de revelar uma elevação da consciência das massas sobre o caráter das eleições burguesas e a busca da verdadeira saída para uma transformação de profundidade da realidade brasileira.

O boicote ativo é o fato novo desta eleição

Em todas as eleições realizadas anteriormente, uma parcela do eleitorado protestou não comparecendo às urnas ou comparecendo e anulando seu voto ou, ainda, votando em branco. O surgimento dos comitês de luta contra a farsa eleitoral, concitando as massas a não só boicotarem as eleições, mas a iniciarem a preparação da revolução como a única via de efetivar uma verdadeira transformação no país, é o que podemos chamar de fato novo no cenário político brasileiro.
As consignas de "Abaixo a farsa eleitoral", "Não vote, organize-se e lute", "Eleição Não, Revolução Sim" e mesmo de "Voto nulo" surgidas ao longo dos últimos anos e já vistas pelos muros de todo o país, circulando em panfletos e convocatórias de reuniões dos comitês, revelam que, diferentemente dos protestos individuais e dispersos, inicia-se um processo que demonstra não só uma elevação do nível de politização como também de organização.
E, mesmo levando-se em consideração que ainda não é um movimento massivo, isto deve ser enaltecido como um avanço na compreensão de que através de eleições sob o domínio das classes reacionárias a única coisa que podemos esperar é a reprodução da velha política da velha democracia burguesa corrupta desde a medula e que só através da revolução pode-se marchar para uma democracia nova, na qual, ao invés do predomínio das classes reacionárias, a hegemonia seja dos setores populares nucleados pela aliança operário-camponesa.
Somente uma República Popular, saída de um processo revolucionário, poderá efetivamente corresponder aos verdadeiros anseios democráticos de terra, emprego, saúde, educação e justiça. Fora disso, são as mentiras, o cinismo e a hipocrisia imperante.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Cidade das Mulheres

Lázaro Faria

SINOPSE

O filme Cidade das Mulheres é uma resposta à Ruth Landes, antropóloga norte-americana que, no ano de 1939, esteve na Bahia pesquisando a raça negra e se surpreendeu com a força e a soberania que as mulheres do candomblé exerciam numa organização matriarcal. Seu pensamento será um dos fios condutores deste documentário, ilustrado por imagens das festas populares e dos cultos afr...icanos, das famosas mães de santo e da beleza exuberante da cidade de Salvador.

Cidade das Mulheres apresenta Mãe Estela, Yalorixá do terreiro Axé Opó Afonjá – um dos mais antigos e conceituados da Bahia, que vai contar a história do candomblé e a história da sua própria vida. Num belíssimo depoimento, mostrando o quanto está à frente do seu tempo, Mãe Estela discute o matriarcado, a força das mulheres e o sincretismo no Brasil. Por fim, ela fala do futuro e da esperança que tem na continuidade e na força do candomblé.

Permeando o pensamento de Mãe Estela estarão antropólogas, sociólogas, teólogas, mães de santo, comerciantes, enfim, as baianas, que irão enriquecer e fundamentar o seu discurso. O documentário vai mostrar a mulher do povo, a baiana do acarajé, a baiana comerciante da feira, a baiana empresária, como é sua vida e o que é ser baiana nos dias de hoje.

O documentário Cidade das Mulheres faz um panorama da identidade visual e cultural dessas baianas que, através das gerações, criaram um mito, deusas que atuam e interferem no quotidiano da cidade. Um símbolo de resistência, dignidade e, sobretudo, beleza.

JUSTIFICATIVA

No final dos anos trinta, a antropóloga Ruth Landes chegou ao Brasil, com a intenção de estudar as relações raciais no Brasil. Ao tentar comparar o racismo no Brasil e nos Estados Unidos ela se deparou com duas realidades diferentes, porém não menos exclusivistas. Os negros no Brasil não eram discriminados somente pela cor da pele, eles eram mantidos na ignorância e na miséria. Aos pobres restava a religião, o candomblé, que naquela época era proibido e perseguido.

Ao voltar para os Estados Unidos, discretamente expulsa do país por seus estudos sobre o candomblé, Ruth Landes lança o livro “Cidade das Mulheres”. Ela relata com clareza e com certo espanto, a força da baiana, essa mulher que inventou no Brasil um sistema matriarcal inédito, desenvolvido em torno do culto aos orixás, onde o poder é da mãe. Através das obrigações com os santos as mulheres foram para os mercados, tomaram as ruas com suas comidas e seus trajes exóticos, o que possibilitou sua liberdade econômica.

Cidade das Mulheres vem homenagear a força dessa mulher através de Mãe Estela, Yalorixá do terreiro Axé Opó Afonjá, símbolo maior de dignidade e doação, uma vida dedicada ao seu povo. Sua história, sua filosofia e seu legado estarão preservados através dos seus depoimentos. O principal objetivo deste documentário é mostrar o poder dessas mulheres, confirmar o matriarcado baiano com a afirmação de que a Bahia é a Cidade das Mulheres.

Título: A CIDADE DAS MULHERES
(ATLANTA PREMER)
Gênero: Documentário
Cidade e Ano: Brasil, 2005 
72 minutos
Diretor:Lázaro Faria
Produtores:
Cleo Martins
Direção de Fotografia: Lázaro Faria
Edição: Isabella Lago
Música:Cleo Martins

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Hip Hop Lutarmada e as Eleições...

Galhardetes, baners, faixas, carros de som, panfletagem profissional, promessas, mentiras, acusações e bravatas. De 2 em 2 anos somos submetidos autoritariamente a esse martírio. A propaganda oficial diz sobre o seu Direito ao voto. De acordo com Marilena Chauí “a função do Direito é fazer com que a dominação não pareça uma violência. Se o Estado e o Direito fossem percebidos como instrumentos de dominação, os dominados se revoltariam”.  E hoje o que fazem os partidos, inclusive os de esquerda? Se valem desse Direito ao voto para disputar espaço no Estado. E reparem que no caso das eleições, sob as cortinas do Direito se esconde uma obrigação. Se a pessoa com idade eleitoral resolve não votar, ela estará obrigada a uma multa ou será submetida a punições que trarão transtornos à sua vida social e pessoal. Ou seja, o que se propagandeia como um direito seu, na verdade é uma imposição.
As candidaturas de esquerda muitas vezes são justificadas com o argumento de que o Estado é um fato que independe da nossa aprovação como militantes, e que por isso devemos ocupar esses espaços com nossos representantes para serem um contra-ponto aos políticos de direita. Começamos aqui denunciando a possível ingenuidade que há em acreditar nisso. Para quem concorda que O Estado é o comitê executivo da burguesia, é um tanto quanto equivocado levar a nossa luta para um campo onde a burguesia tem mais força. Pela experiência acumulada nesses dinâmicos anos de “democracia”, percebemos que “nossos representantes” não ocupam espaços no aparato do Estado. Eles são, sim, consumidos, tragados, abduzidos pelo Estado.
Se os partidos surgem como forma de organizar o povo para a luta, esse propósito se desvirtuou com o tempo. Hoje, em função das eleições, os partidos não só abdicam da organização da luta popular, como desorganizam algumas iniciativas em construção. Em primeiro lugar ninguém seria leviano em negar que em período de eleição não há luta, a não ser por votos. Toda a esquerda, inclusive a que não é cúmplice disso, é pautada pelo processo eleitoral (vide o atual insucesso do Plebiscito Popular Pelo Limite da Propriedade de Terra, pro qual já se sabe, teve uma participação bem inferior aos plebiscitos anteriores ). Numa segunda análise nota-se que algumas organizações passam um período de 1 ano e meio em suas bases num trabalho de formação sob um alerta de Karl Marx de que “A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. Até que a campanha eleitoral começa e boa parte da esquerda atravessa o nosso caminho dizendo que “o seu voto pode fazer a diferença”.
Com tanta gente falando sobre o voto como caminho para o progresso, a justiça social e a paz, e como a defesa do processo eleitoral está presente tanto no discurso da direita como no da maioria esmagadora da esquerda, como o grito de “vote” ecoa bem mais e em maior volume do que o grito de “lute”, por fim as bases se convencem de que a emancipação dos trabalhadores será obra... do “meu representante” no congresso, na assembléia, na câmara municipal, e no palácio do governo. Só que como a máquina de propaganda (e compra de votos) da direita é infinitamente mais forte do que a da esquerda, a grande maioria dessas pessoas convencidas a votar, votam em conditat@s de partidos conservadores. Isso fica difícil de ser enxergado por uma esquerda distante das “comunidades baixa-renda”. Porém, mesmo de longe isso pode ser constatado quando se observa que quase a totalidade de moradores dessas comunidades que se candidatam, o fazem por partidos de direita. Esse é o resultado do desserviço prestado pela esquerda partidária, que legitima a perpetuação de nossos inimigos no poder.
Numa das primeiras paginas da tão comemorada constituição de 1988, consta que “todo poder emana do povo (...)”, mas, por exemplo, na esfera federal, 15,5 bilhões do nosso dinheiro foram gastos saldando a dívida do Estado brasileiro com o FMI; no Estado do rio, com um déficit de aproximadamente 10 mil professor@s, o governo gasta R$ 45 milhões com carros e helicópteros blindados para a sua polícia, em maior segurança, atirar em cabeça de pobre; no Rio, a prefeitura proibiu a utilização de escolas municipais para a realização de cursos pré-vestibulares comunitários. Cursos esses que capacitaram muit@s jovens de periferia a prestar, com sucesso, um vestibular que nem deveria existir. Se o poder de fato emana do povo e se o povo é diretamente afetado com tais medidas, por que o povo não pode debater e decidir?
Alguns militantes de partidos de esquerda dizem que o voto nulo, hoje, no Brasil é despolitizado. Podemos até concordar com isso, mas a mesma coisa pode se afirmar sobre o voto válido: sua esmagadora maioria se baseia em critérios os mais variados e absurdos que não o histórico, a orientação e plataforma política de cada candidat@. Para ilustrar tal fato basta ver a projeção de votos para o candidato a deputado em São Paulo, Tiririca, cujo slogan é “Vote no Tiririca. Pior do que tá não fica”. E esse processo de deseducação política do nosso povo tem enorme colaboração dessa esquerda que promove campanhas como “Fora Sarney”, “Fora Arruda” e outras semelhantes, atacando um sintoma da nossa sociedade e não a sua estrutura. Por que? Seria por que não é interesse implodir uma estrutura da qual querem se beneficiar? Em artigo publicado em junho deste ano
 ( http://metamorfozesnacidade.blogspot.com/2010/06/uma-outra-politica-e-possivel.html), o sociólogo Antonio Ozai dá a sua opinião sobre essa questão: “cada vez mais aumenta o número dos que passam a viver da política. A missão revolucionária, viver para a política, é sutilmente substituída pela dependência econômica em relação ao aparato burocrático do partido e do Estado”.
Para @ polític@ honesto da esquerda que quiser de fato combater a corrupção na nossa política, o primeiro passo deveria ser não emprestar a credibilidade de seu nome a um jogo que permite a ascessão ao poder de figuras como Collor, Sarney, Maluf, Arruda, Álvaro Lins, Celso Pita, José Dirceu e tant@s outr@s.  Também não se sustenta o argumento de que pode se votar no candidato X para impedir que o candidato Y se eleja. A dinâmica da política institucional é muito suja. Os opositores de hoje “num toque de mágica” amanhã se tornam aliados. Um bom exemplo era a polarização entre PP e o PT, principalmente em São Paulo. Essa prática de votar para excluir funcionou até 2003. Quando o PT chega à presidência o PP – que já se chamou PDS, PPR e que tem origem na Aliança Renovadora Nacional (ARENA, partido de sustentação da ditadura de 1964) – se alia ao antigo rival. Como dissemos, o jogo é sujo.
Respeitamos todas as formas do povo organizar a luta contra-hegemônica. E se criticamos a atitude dos partidos que disputam eleições é porque acreditamos que essa não é uma forma de organizar, mas sim, o contrário, ela desorganiza a nossa classe para a luta.
Então, não é só pelo que representa o Estado; não é só pelo impacto negativo que o processo eleitoral tem sobre as organizações populares; não é só por legitimar o poder exercido pelos nossos inimigos de classe; não é só pela corrupção d@s que são eleit@s; não é só pela sangria de militantes das ruas para o aparato burocrático, tanto do Estado quanto dos partidos; não é só pelo fato de esse modelo institucional usurpar o poder que deveria emanar do povo. É por tudo isso junto que nós do Coletivo de Hip Hop LUTARMADA acreditamos que o caminho que nos levará ao socialismo não passa pelas eleições. É por isso que nós defendemos o voto nulo.

Inspirad@s nos Black Panthers,
TODO PODER AO POVO.

Coletivo de Hip Hop LUTARMADA.