(Registro antigo de um escravo descansando após uma sessão de chibatadas.)
Há cerca de dois meses, o diretor do Teatro Municipal de Cabo Frio, o psicopedagogo teatrólogo sr Anderson Macleyves escreveu um texto racista depreciando a imagem da mulher negra, da política de cotas e as lutas pela igualdade racial, além de colocar em dúvida a idoneidade dos movimentos da negritude.
Nesse texto difuso, sem profundidade e um tanto hilário, o psicopedagogo teatrólogo acusa o próprio negro de ser racista, talvez em uma tentativa de justificar o racismo contido no texto.

Há quem diga que Macleyves acendeu um pavio e está "fazendo escola" permitindo que outros grupos da elite (ou os que cicirandeiam nos playgrounds dos ricos e precisam aparecer de alguma forma para agradar seus patrões racistas) se motivem a explicitar racismo e ódio contra os negros.
Esses tipos de racistsa são como atores que se travestem de acordo com o momento para agradar ao que parecer mais conveniente.



Uma elite que, enriquecida no suga-suga dos Royalties, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades (basta saber porquê ainda há universidades que não aceitam o ProUni ou a política de cotas), nos direitos a saúde de qualidade ou educação de base justa.
Uma elite que diante desses atos absurdos de racismo vê tudo como se fosse entretenimento. Como se dissessem aos seus botões: "São apenas jovens querendo se expressar" - "Isso é fase, depois passa".
Uma elite que ao mesmo tempo em que se recusa a aceitar a existência de flanelinhas nas ruas, privatiza o estacionamento público na surdina.
Diante dessa submissão ao capital, por parte das entidades e do poder público, só nos resta esperar um levante popular independente de prefeitos, barões dos royalties ou da iniciativa privada.
Um levante que possa trazer a tona a discussão sobre igualdade racial e as consequências das décadas de procrastinação por parte dos expoentes na luta na Região dos Lagos. Uma nova frente de militância que tenha como alvo a mudança do quadro deplorável que está o mandato representativo e o fim do trabalho escravo perpetrado por empreiteiras e supermercados.
Um levante popular que tenha orgulho de se reunir nos quilombos e não em teatros.
Texto escrito por Clovis Bate Bola
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